sábado, 14 de abril de 2012

Santos 100 anos de histórias e glórias




O Santos é o clube que mais marcou gols no mundo (11.792). Não por acaso. A vocação para golear começou cedo. Em 1927, 15 anos após a fundação, o Alvinegro montou um esquadrão autor de 100 gols em apenas 16 jogos no campeonato estadual, uma incrível média de 6,25 por partida

Em cem anos, Santos acostumou-se a 'abastecer' a Seleção Brasileira de craques

Durante sua história centenária, Alvinegro da Vila Belmiro foi fábrica de talentos para servir o país com a Amarelinha


Pelé, Zito e Pepe escreveram as primeiras linhas alvinegras em Copas em 1958, na Suécia. Mesmo aos 17 anos, o garoto Edson Arantes do Nascimento chamou a atenção com o número 10 às costas. Franzino, ele desconcertou adversário com dribles, chapéus e terminou o torneio como artilheiro – marcou seis gols, sendo dois deles no jogo do título diante da Suécia, vitória por 5 a 2.

Na edição seguinte, na Suécia, Gilmar, Mauro, Mengálvio e Coutinho reforçaram o trio no Chile. Pelé não conseguiu terminar atuando por causa de lesão, e Zito manteve o talento santista aceso ao anotar o tento da virada na final sobre a Tchecoslováquia, que terminou 3 a 1.

Depois de um 1966 apagado, a redenção veio no Tri, no México. Com o Capita Carlos Alberto Torres, além de Clodoaldo e Pelé entre os titulares, o Brasil foi campeão com um futebol vistoso de uma das melhores seleções de todos os tempos.

Na Alemanha, Edu e Marinho Peres foram o representantes. Em 2010, na África do Sul, Robinho quebrou um hiato de 36 anos sem santista nos mundiais e marcou dois gols.

Porém, é Pelé o maior artilheiro da Amarelinha, com 95 bolas na rede. Mas Neymar tem só 20 anos e adora quebrar recordes...


Soldados ingleses, palmeirenses e filho de presidente são criadores de hinos cantados com orgulho pelos torcedores santistas ao longo do centenário. As canções embalaram épocas e lembram fases importantes.

Nas primeiras décadas de existência, os santistas adotaram como hino do clube uma paródia de uma canção que soldados ingleses entoavam durante a Primeira Guerra Mundial. Os mais saudosistas colocam a canção como o único hino.

A situação mudou em dezembro de 1955, quando os palmeirenses Mangeri Neto e Mangeri Sobrinho resolveram homenagear o Santos, campeão estadual daquele ano, com uma marchinha para o Carnaval de 56. Assim nasceu o “Leão do Mar”, de famosas estrofes como “Santos, Santos, gol! Agora quem dá bola é o Santos...”.

A dupla alviverde, já falecida, também realizou jingles como “Varre, varre, vassourinha”, da campanha de Jânio Quadros para a presidência do Brasil em 1960, e o “Varig, Varig, Varig”, feita para a extinta companhia aérea.

Em meio ao sucesso do “Leão do Mar”, o Santos ganhou uma música feita por Carlos Henrique Paganeto Roma, filho do ex-presidente Modesto Roma, que contribuiu para que a canção virasse hino. A música que começa com “Sou alvinegro da Vila Belmiro” é de 1957.

No entanto, devido ao sucesso da marchinha “Leão do Mar”, o Peixe não se incomoda em vender a imagem de um clube com dois hinos. Eles sempre ecoam na Vila.

Relembre os "hinos" da história do Santos

Primeira canção da história do Santos. Cantada pelos jogadores em viagens na primeira década do clube

Somos todos brasileiros
E jogamos com ardor
A camisa bicolor
Só veste com amor
Ai só se veste com amor
E se defendo com amor

Todo aquelle que quizer
Ao nosso team pertencer
Pois elle pra victoria
Sempre vai torcer
Pra nos podermos vencer

Jogador do nosso team
Shuta ao goal de qualquer jeito
Seja bola de cabeça
Pé esquerdo ou pé direito
Faz-se goal muito bem feito

Cantemos sempre a victoria
Que não há de ser em vão
Pois em Santos inteiro
O nosso team é o campeão
Ai o nosso team é o campeão
E os vencedores aqui estão

(Estribilho):
Mette a bola
Shuta a goal
Que a victoria é nossa
Palmas, povo.
SANTOS, passa, centra, shuta...goal.


Hino oficioso do Santos que era cantando nos anos 20

O nosso clube foi sempre forte.
Desde o tempo do União.
Duvidamos que alguém suporte
Seu valor de campeão.

Quem quiser ter a certeza
Do valor de preto e branco,
Que vá ver nossa destreza,
Nosso jogo e nosso tranco.

Foi vitória merecida a dos nossos jogadores,
Pois lutando com dênodo, por amor ao pavilhão,
A bandeira estremecida desfraldaram os
vencedores,
Demonstrando desse modo, ser o Santos
campeão.


A marchinha ‘Leão do Mar’

Agora quem dá bola é o Santos

O Santos é o novo...o novo campeã-ão

Glorioso alvinegro praiano
Campeão absoluto desse ano...SANTOS...SANTOS!!!

Santos sempre Santos
Dentro e fora do alçapão
Jogue o que jogar
És o leão do mar
Salve o nosso campeão


Hino oficial do Peixe

Sou alvinegro da Vila Belmiro
O Santos vive no meu coração
É o motivo de todo o meu riso
De minhas lágrimas e emoção

Sua bandeira no mastro é a história
De um passado e um presente só de glórias
Nascer, viver e no Santos morrer
É um orgulho que nem todos podem ter

No Santos pratica-se o esporte
Com dignidade e com fervor
Seja qual for a sua sorte
De vencido ou vencedor

Com técnica e disciplina
Dando o sangue com amor
Pela bandeira que ensina
Lutar com fé e com ardorPrimeira canção da história do
Santos. Cantada pelos jogadores
em viagens na primeira década
Somos todos brasileiros
E jogamos com ardor
A camisa bicolor
Só veste com amor
Ai só se veste com amor
E se defendo com amor

Todo aquelle que quizer
Ao nosso team pertencer
Pois elle pra victoria
Sempre vai torcer
Pra nos podermos vencer

Jogador do nosso team
Shuta ao goal de qualquer jeito
Seja bola de cabeça
Pé esquerdo ou pé direito
Faz-se goal muito bem feito

Cantemos sempre a victoria
Que não há de ser em vão
Pois em Santos inteiro
O nosso team é o campeão
Ai o nosso team é o campeão
E os vencedores aqui estão

(Estribilho):
Mette a bola
Shuta a goal
Que a victoria é nossa
Palmas, povo.
SANTOS, passa, centra, shuta...goal.



Mesmo sem a presença das estrelas do elenco alvinegro, da diretoria e dos veteranos do clube, a torcida santista tratou de fazer a festa no zerar do relógio do centenário, às 14h, na Praia do Gonzaga, em Santos e comemoraram o centenário do Peixe. Contagiados pelo clima festivo, torcedores não pouparam fogos de artifício para celebrar a data tão aguardada.

Entoando os gritos de "Tricampeão" e o hino oficial do clube alvinegro, a torcida é só alegria no 100º aniversário do clube. Diversas bandeiras e decorações alvinegras ditam as cores da festa, que promete agitar a cidade durante todo o dia.

A festividade na praia teve início às 14h, com a bateria da Torcida e Escola de Samba Sangue Jovem dando o ritmo da festa no palco montado na praia do Gonzaga. Logo depois, às 14h45, os fanáticos alvinegros Chitãozinho e Xororó subiram ao palco para embalar a multidão que toma conta da orla da praia.

O torcedor mais atrasado ainda pode comemorar o centenário do Peixe. A festa promete ainda apresentações dos grupos Coisa de Pele; O Bando, com participação de Dudu Golzi (Aliados 13) e Tempero. O encerramento ficará por conta da Bateria Firmeza Total Torcida Jovem.

Festa na Vila Belmiro

Mais cedo, o Santos deu início a celebração do centenário santista, na Vila Belmiro. O evento ficará marcado na história dos santistas: discurso emocionado de Pelé, guerra de bolo de Neymar e companhia, reencontro da velha guarda santista e até cem crianças enfrentando o time do Peixe.






segunda-feira, 12 de março de 2012

Um dia de festa para o futebol brasileiro.

Ricardo Teixeira renuncia à presidência da CBF

Anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira por meio de uma carta. Ele também deixou a presidência do COL da Copa-2014


O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, renunciou ao cargo. O anúncio foi feito nesta manhã na sede da entidade pelo presidente em exercício, José Maria Marín, durante entrevista coletiva na presença de todos os presidentes de federações estaduais. O anúncio foi feito em uma carta de Teixeira, que estava há 23 anos no cargo.

- Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido - diz um trecho da carta.

FIM DE UMA ERA

Ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira havia assumido o cargo no dia 16 de janeiro de 1989 e teve um mandato recheado de vitórias e escândalos.

No campo das vitórias, ele levou o Brasil a conquistar duas Copas do Mundo - 1994 nos Estados Unidos e 2002 no Japão e na Coreia do Sul - e trouxe, em 2007, a Copa de volta ao país, dessa vez em 2014. Também instaurou o sistema por pontos corridos no Campeonato Brasileiro, criou a Copa do Brasil, reconheu títulos brasileiros e trouxe mais credibilidade ao decretar o fim das viradas de mesa.

Mas o mineiro nascido em Carlos Chagas no dia 20 de junho de 1947 ficou mais conhecido pelos escândalos na CBF. Décimo oitavo presidente da entidade, burlou a lei para se reeleger, antecipando o pleito e, anos mais tarde, estendeu o mandato para sete anos.


VIRADAS DE MESA E CONTRATOS DUVIDOSOS

Sua gestão foi marcada por três episódios de virada de mesa: em 1993 o Grêmio, rebaixado no ano anterior, disputou a Série A; em 1997, o Fluminense, rebaixado no ano anterior, jogou a Série A. Em 1999, o Tricolor foi campeão da Série C, mas acabou jogando a Séria A (Copa João Havelange) em 2000. E também por escândalos na arbitragem: em 1997, responsável pelo departamento na CBF, Ivens Mendes foi acusado de montar um esquema de favorecimento a algumas equipes. Em 2005, o juiz Edílson Pereira de Carvalho integrava um esquema de arranjo de resultados para um site de apostas. Partidas do Brasileiro tiveram de ser remarcadas.


Em 1990, com a CBF mal financeiramente, Teixeira assinou contrato com a Pepsi para a disputa da Copa do Mundo da Itália. Na competição, os jogadores esconderam com as mãos o símbolo da empresa na foto oficial da equipe como represália pelo valor da premiação oferecida pelo dirigente. Quatro anos depois, na Copa dos EUA, irritou o técnico Carlos Alberto Parreira ao liberar bebidas alcoolicas no hotel após a vitória sobre a Suécia, na semifinal. Também não pagou US$ 7 mil a um cozinheiro americano que acompanhava a delegação e esqueceu de dar um ingresso para a final ao ex-jogador Júnior, então espião da Seleção. E a viagem de volta para o Brasil ficou conhecida como "Voo da Muamba". Teixeira foi acusado pelo Ministério Público Federal de não ter declarado um sistema de refrigeração de chope para sua casa noturna El Turf, no Rio de Janeiro.

Em 1996, assinou contrato milionário com a empresa de material esportivo Nike. A parceria, porém, foi alvo de uma CPI na Câmara dos Deputados a partir de 1998. O hoje ministro do Esporte Aldo Rebelo comandou a CPI e chegou a escrever um livro com Silvio Torres relatando as investigações sobre os negócios de Teixeira. Em janeiro de 2002, o presidente da CBF obteve liminar na Justiça proibindo a venda do livro. Na CPI, Teixeira contou com depoimentos de Zagallo, João Havelange e de Ronaldo.



ALVO DE CPI

Teixeira também foi alvo da CPI do Futebol, no Senado, a partir de 1998. Em 2000, prestou depoimento e foi acusado de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, evasão de divisas, apropriação indébita. A CPI apontou gasto não declarado de US$ 400 mil na Copa Ouro de 1998, que a CBF pegou seis empréstimos com o Banco Delta a juros altos, que a entidade fez pagamentos de R$ 30 milhões, em três anos, para a agência de viagens SBTR. As tarifas eram altas e as despesas não eram devidamente registradas na CBF.

Em 2001, vendeu a sede da CBF, no Centro do Rio de Janeiro, para se isolar na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, passando a pagar um aluguel de R$ 150 mil por um andar num edifício no condomínio Rio Office Park. Em julho de 2003, reportagem do LANCE! mostrou que Teixeira ganhou R$ 7 milhões entre 1995 e 1999, período em que a receita da CBF cresceu graças a patrocínio. Mas, enquanto o dirigente mais do que dobrou seu patrimônio, a entidade acumulou grande prejuízo.


Em 2007, trouxe para o Brasil sua segunda Copa do Mundo, agora em 2014. Também em 2007, sob influência de Teixeira e 12 governadores, a chamada bancada da bola agiu para impedir a instalação da CPMI do Corinthians/MSI. Em janeiro de 2009, usou dinheiro da CBF para comprar um jatinho. Gastou US$ 10 milhões (R$ 23,1 milhões no câmbio da época).

MAIS DENÚNCIAS E INÍCIO DA QUEDA

Em novembro de 2010, o LANCENET! trouxe reportagem mostrando que Ricardo Teixeira ficaria com os lucros da Copa do Mundo de 2014. Dois meses depois, o presidente da CBF mudou o contrato, mas sem especificar o destino dos lucros. No início de 2011, o deputado Anthony Garotinho tentou criar uma CPI para investigar as ações de Teixeira na organização da Copa. O político precisa de 171 assinaturas e chega a 146 em março. Mas, após uma visita do presidente da CBF a Brasília, 42 deputados retiraram suas assinaturas a favor da CPI.

Em maio de 2011, a rede britânica BBC, em reportagem do jornalista Andrew Jennings, afirmou que Ricardo Teixeira e Havelange, receberam US$ 9,5 milhões em propinas da ISL nos aos 90 para garantirem contratos de exclusividade em transmissões e patrocínios da Copa do Mundo. No mesmo mês, Teixeira foi acusado pelo ex-presidente da Associação inglesa de Futebol David Triesman, de ter pedido propina para apoiar a candidatura da Inglaterra para a sede da Copa do Mundo de 2018. A Rússia venceu a disputa.

Em agosto de 2011, reportagem do LANCENET! trouxe a informação de irregularidades no contrato do amistoso da Seleção Brasileira contra Portugal, em Brasília, em novembro de 2008.


LADO POSITIVO DA ERA TEIXEIRA

Títulos da Copa do Mundo
A Seleção voltou a ser campeã mundial em 1994, nos EUA. O feito se repetiria no Japão e Coreia do Sul, em 2002. O Brasil é o único pentacampeão do mundo.

Copa no Brasil
Em 2007, o Brasil ganhou a sede da Copa do Mundo de 2014. A competição mais importante do futebol mundial volta ao país após 64 anos.

Pontos corridos
Suportou a oposição da Globo, dona dos direitos de transmissão do Brasileiro, e, com apoio do Clube dos 13, instaurou os pontos corridos na Série A e, depois, na Série B.

Copa do Brasil
Criada em 1989, a competição deu oportunidade a diversos clubes em todo o Brasil. A partir de 2001, passou a dar vaga ao campeão na Libertadores.

Copa América
Foram dez edições durante a gestão de Teixeira. O Brasil conquistou cinco títulos, os dois últimos sem os principais jogadores e em decisões contra a rival Argentina.

Credibilidade
Depois de três viradas de mesa em sua gestão, Teixeira acabou com isso. Clube grande que hoje é rebaixado tem de obter a vaga na Série A dentro de campo.

Títulos brasileiros
Teixeira reconheceu como títulos brasileiros as conquistas anteriores à 1971, data da primeira edição do Campeonato Brasileiro.

LADO NEGATIVO DA ERA TEIXEIRA

Estatutos
Alterou por diversas vezes o estatuto da CBF para se beneficiar. Aproveitou a Copa de 2014 para tentar ficar até 2015. Não atuou pelo cumprimento do Estatuto do Torcedor.

Violência
Nada foi feito para dar segurança aos torcedores. A violência entre torcidas organizadas afasta o torcedor dos estádios e aumenta o risco de tragédias.

Bebidas alcoolicas
Venda proibida nos estádios em jogos organizados pela CBF. Clubes prejudicados e solução ineficaz para acabar com a violência nos estádios brasileiros.

Calendário
Prometeu adequar o brasileiro ao internacional, o que poderia gerar dinheiro para os clubes, com excursões e pré-temporadas. Ficou na promessa.

Futebol feminino
Só é lembrado em época de Jogos Olímpicos. Campeonatos fracos, sem nenhum investimento em atletas e sua formação em categorias de base.

Escândalos de arbitragem
Em 1997, o diretor de árbitros da CBF, Ivens Mendes, foi acusado de favorecer times. Em 2005, o juiz Edilson Pereira de Carvalho integrou esquema em site de apostas.

Viradas de mesa
Permitiu que o Grêmio, em 1993, e o Fluminense, em 1996, jogasse a Série A. Em 1999, o Tricolor venceu a Série C e foi direto para a Série A (Copa João Havelange).

Pirataria
Passivo diante da venda de produtos falsificados, que afetam ainda mais os cofres dos clubes, todos com uma grande quantidade de dívidas.

Parentes e amigos
Favorecidos em nomeações. A filha. Joana Havelange, está no Comitê Organizador da Copa de 2014. O tio, Marco Antônio Teixeira, foi secretário geral da CBF.

Publicidade
Contratos de patrocínio da entidade ficaram defasados e alguns deles acabaram se tornando alvo de disputas judiciais e investigações em Brasília.

Jogadores fora do Brasil
Teixeira nada fez para evitar o êxodo de jogadores para o exterior, fato que enfraquece as equipes brasileiras bem como o nível do Campeonato Brasileiro.

Clubes
Usou seu poder político e econômico em favor próprio e da Seleção. Clubes grandes seguem cada vez mais endividados e os pequenos sobrevivem à duras penas.

Doações a políticos
Nas eleições de 1998 e 2002, doou mais de R$ 1,6 milhão para a campanha dos integrantes da chamada “Bancada da Bola”, que tantou o ajudou diversas vezes.

Estádios precários
Precisou da confirmação da Copa do Mundo no Brasil para dedicar atenção e dar início à melhora dos palcos do futebol por todo o país.



quinta-feira, 8 de março de 2012

Qual foi o gol mais bonito da dupla Neymar e Messi nesta quarta?

No Camp Nou, Messi fez cinco na goleada do Barcelona por 7 a 1 sobre o Bayer Leverkusen, pela Liga dos Campeões. Poucas horas depois, na Vila Belmiro, Neymar fez os três da vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Internacional na Libertadores.



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domingo, 18 de dezembro de 2011

O futebol brasileiro morreu?

A resposta é não. Achei um absurdo os comentários do Casagrande, Caio Ribeiro e do próprio Neymar. O futebol brasileiro deve copiar os espanhóis?
Nós somos pentacampeões a Espanha junto com a Espanha tem 3 títulos de copa do mundo.
O que devemos voltar á fazer é jogar como brasileiros, resgatar o futebol de 58,62,70 e 82.
Aquela derrota em 1982 pelo jeito foi o fim do futebol brasileiro. Abdicamos da arte de jogar bonito, para jogar baseados em esquemas táticos. Os quais são uma enganação de enganadores como Parreira, Felipão e outros imbecis.
O melhor técnico brasileiro Telê Santana era democrático e deixava os seus jogadores participarem das reuniões e decidirem como deveriam jogar.
Alguém se lembra do técnico da seleção em 58 ou 62? Não, até porque não tinha importância.
Quem decide jogo é jogador. Hoje em dia uns idiotas ganham R$500.000,00 ou R$700.000,00 e não sabem nada.
Muricy foi covarde jogou com europeu e tomou uma goleada.

Os comentaristas dizem que devemos copiar o famoso toque de bola dos espanhóis, assim como Parreira gosta. Um jogo feio, enjoativo, cansativo, assim como a seleção da Espanha.

Não precisamos disso, o futebol via morrer se tivermos apenas times com toque de bola, já pensou que jogo chato? Sem chapéus, dribles desconcertantes, improviso...

Não precisamos e não devemos copiar a Espanha ou o Barcelona. Temos os melhores jogadores do mundo, basta os “professores” não acabarem com os talentos nas categorias de base. Hoje só temos um meio de qualidade no campeonato brasileiro. Vários craques foram dispensados nas últimas três décadas e viraram mecânicos, garis ou estão perdidos pelos bares da vida.

O problema são os “professores e comentaristas”, um bando de semianalfabetos ganhando bem e estragando os talentos do nosso país.

O Pelé ou Garrincha jogariam no Barcelona? Só toque pra lá e pra cá?

Barcelona 4x0 Santos





Com show de Messi, Barça goleia e enterra sonho do tri

Argentino comanda vitória por 4 a 0 dos espanhois, com dois gols e jogadas geniais. Atordoado, Peixe pouco fez em campo


O time do outro planeta, formado por extraterrestres, agora é dono deste mundo. Sem dar qualquer chance para o Santos sequer sonhar com o tão esperado tri, aguardado por 48 longos anos, o Barcelona deu show e goleou o Peixe por 4 a 0, comandado por Messi.

Sempre dando não mais do que dois toques na bola, provando que o treinamento do fundamento de fato pode ser usado no campo, o Barça colocou o Peixe na roda.

Neymar, Ganso e os demais santistas pouco puderam fazer diante da posse de bola catalã, sempre acima dos 70%. O bom Santos deu o azar de encontrar o fantástico Barcelona. O tri ficou para a próxima.

O JOGO

Não seria exagero dizer que o Santos inexistiu nos 45 minutos iniciais contra o Barcelona (ESP). É claro que do outro lado estava o melhor time do mundo. Mas dada a superioridade do time azul-grená sobre o Alvinegro, mais parecia um jogo entre profissionais diante de garotos.

Neymar, Ganso, Borges e todos os outros não jogaram. E não o fizeram porque o Barça não concedeu-lhes a honra de encostar na bola no gramado que chamou de seu e tomou conta desde o apito inicial da final - os espanhóis tiveram mais de 70% de posse durante boa parte do jogo.

Logo no primeiro tempo, o Barça tratou de jogar por terra o sonho santista de reconquistar o mundo 48 anos depois do bi e abriu 3 a 0, no International Stadium Yokohama, no Japão.

Muricy ousou e entrou com um time nunca antes usado durante toda a sua passagem pelo Santos. Com três zagueiros e Léo na ala, mas sem Elano. Não demorou para ver que a teoria de atuar nos contra-ataques foi ineficiente na prática.

Diferentemente do discurso propagado desde que o Peixe conquistou o tri da Libertadores, o Peixe não "jogou também". Na verdade, quase não incomodou. E mais assistiu ao show catalão.

Comandado por Messi, argentino eleito por duas vezes melhor do mundo e que tenta o prêmio pela terceira vez, o Barça fez o que quis. Uma, duas arrancadas do craque canhoto. Na terceira, não perdoou. Após enfiada de Xavi - complementada por furo de Durval -, ele encobriu Rafael e abriu o baile.

Até este momento, o Peixe só havia finalizado uma única vez, em chute sem perigo de Ganso. Enquanto a sinfonia do Barça seguia sempre no ritmo de, no máximo, dois toques na bola, os espectadores - e não torcedores - japoneses ficavam boquiabertos com sons de: "Ohhh".

Não demora muito e Xavi, após cruzamento de Daniel Alves, com falhas de Durval e Bruno Rodrigo, amplia o marcador, sem chances para Rafael - o Santos até responde em boa chance com Borges, mas não desconta.

Muricy é obrigado a substituir Danilo, lesionado, por Elano, mas o panorama do time segue o mesmo.

Já a poucos minutos do término da primeira etapa, quando o massacre, por ora, parecia acabado, veio o golpe fatal. Novamente em cima do apático Bruno Rodrigo, Messi tirou um toque de calcanhar da cartola para Daniel Alves. Após duas defesas de Rafael, Fábregas só teve o trabalho de empurrar para as redes.

PEIXE MELHORA, MAS NÃO ADIANTA

A enorme superioridade do Barça diminuiu no segundo tempo. Em função da ligeira melhora santista, mas também da diminuição do ritmo catalão - na primeira etapa, foram 15 finalizações espanhóis contra três alvinegras.

O Barcelona seguia criando chances, mas ao menos era incomodado pelo Peixe, que só não descontou por falta de pontaria. Na melhor chance santista, Neymar recebeu ótimo passe de Ganso e ficou cara a cara com Valdés, mas desperdiçou, chutando fraco.

Sem sair por nem um minuto da sua característica de tocar a bola, o Barça encantou os japoneses com o futebol de sempre. E ainda emplacou o quarto gol, em boa jogada de Daniel Alves, que terminou com Messi driblando Rafael e empurrando para as redes.

Título incontestável e show do Barcelona, campeão Mundial. De bom para os alvinegros, a festa e o reconhecimento dos torcedores do Santos ao final da partida, entoando o hino do clube.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 4 BARCELONA

Local: Nissan Stadium, em Yokohama (JAP)
Data-Hora: 18/12/2011 - 8h30 (de Brasília)
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Auxiliares: Abdukhamidullo Rasulov (UZB) e Bakhadyr Kochkarov (KGZ)
Público: 68.166 torcedores
Cartões amarelos: Ganso e Edu Dracena (SAN); Piqué e Mascherano (BAR)
Gols: Messi 17'/1ºT (1-0), Xavi 23'/1ºT (2-0), Fábregas 45'/1ºT (3-0) e Messi 37'/2ºT (4-0)

SANTOS: Rafael, Bruno Rodrigo, Edu Dracena e Durval; Danilo (Elano 30'/1ºT) Henrique, Arouca, Ganso (Ibson 38'/2ºT) e Léo; Neymar e Borges (Alan Kardec 33'/2ºT) - Técnico: Muricy Ramalho.

BARCELONA: Valdés, Daniel Alves, Puyol (Fontàs 39'/2ºT), Piqué (Mascherano 10'/2ºT) e Abidal; Busquets, Thiago, Xavi (Pedro 33'/2ºT), Iniesta e Fábregas; Messi - Técnico: Pep Guardiola.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Neymar faz golaço e Santos vai para final do Mundial



Peixe se classifica para decisão do próximo domingo e aguarda vencedor de duelo entre Barcelona (ESP) e Al-Saad (QAT


O sonho do tricampeonato mundial segue vivo para os santistas. O Peixe venceu o Kashiwa Reysol (JAP) por 3 a 1, no Estádio Toyota, nesta quarta-feira, no Japão e se classificou para a final. Após um início nervoso e com muitos erros de passe, Neymar e Borges, de fora da área, deixaram o Alvinegro em vantagem de 2 a 0 ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, após passar por pressão no início e sofrer o gol, Danilo marcou o dele e sacramentou a classificação do Alvinegro. Time do Japão ainda teve chances de marcar, mandou duas bolas na trave de Rafael e encrespou para o Peixe.

Com o 3 a 1, o Santos manteve a invencibilidade em solo japonês. Com está vitória, a equipe chegou a 15 jogos sem perder - 11 êxitos e quatro empates. Um dos resultados iguais foi um 0 a 0, em 94, contra o próprio Kashiwa.

Neymar, Danilo e Ganso foram os destaques do Santos. Danilo, além de marcar o gol, deu consistência importante para o setor defensivo pela direita. E o atacante conseguiu prender a bola quando foi necessário. Ganso, mesmo sem demonstrar o ritmo de outros momentos, foi o jogador que segurou a bola no meio de campo e tentou, nos momentos em que estava congestionado, fazer a ligação com o homem de frente.

Adversário da final

Agora o Santos espera o vencedor do duelo entre Barcelona (ESP) e Al-Saad (QAT). As equipes duelam nesta quinta-feira, em Yokohama. A decisão acontece neste domingo, às 8h30. A disputa do terceiro e quarto lugares, a qual o Kashiwa estará em campo, será 5h30, ambas em Yokohama.



O jogo

A estreia em uma competição deixa qualquer um nervoso. Como não poderia deixar de ser, o time do Santos iniciou a partida muito tenso, errando muitos passes e afunilando muito o jogo - proximidade entre atletas no meio de campo era evidente e a distância de Borges em relação aos armadores maior ainda. Na frente da área, time não conseguia dar o passe final para marcar.

E o Kashiwa apostava na correria, bolas paradas e chutes de longe. Com jogadores velozes, time tentou surpreender a defesa do Santos, considerada lenta. Mas, como na Libertadores, setor conseguiu ir bem nas bolas por baixo. Por cima tinha certas dificuldades.

A defesa japonesa também tinha problemas com a bola por cima. Zagueiros tinha problemas, até, com os chutões vindos do goleiro Rafael. Em uma falha do setor, Neymar ficou com a bola dentro da área e mandou na trave.

Mas não precisou de muito para a estrela de Neymar aparecer e o jogador confirmar que é um dos melhores da atualidade. Aos 19 minutos,em lance de gênio, atacante deixou Otani no chão com um corte seco e, de esquerda, de fora da área, mandou no ângulo, sem chances para o goleiro. Na sequência, aos 24 minutos, foi a vez de Borges arriscar de fora da área e também conseguir belo gol.

A Joia foi caçada em campo durante toda a partida. Independentemente do local no campo, camisa 11 era seguido por dois adversários que, com dificuldades, paravam com falta todos os lances. Essa foi a tônica de todo o segundo tempo. Os japoneses mordendo e os santistas tentando chegar à frente, novamente com dificuldades no passe.

E a chance mais clara de marcar antes do intervalo foi do também brasileiro Jorge Wagner. Ala cobrou falta na barreira e, no rebote, mandou no canto de Rafael, que caiu bem e impediu o gol.

Cresce o Kashiwa

Na volta para o segundo tempo, o Santos, novamente, pisou no gramado com certo nervosismo. E o Kashiwa aproveito a desatenção do adversário para marcar o gol. Em bola parada de Jorge Wagner, Henrique subiu errado dentro da área para conclusão indefensável do lateral-direito Sakai - Alvinegro tentou a contratação do atleta.

Com mais uma fraca atuação de Elano, Muricy Ramalho, aos 14, colocou em campo Alan Kardec. Com um jogador mais avançado, o Santos voltou a ficar mais tempo com a bola perto da área do Kashiwa. Em investida de Danilo, na diagonal pelo meio, lateral sofreu falta que ele mesmo bateu e deixou novamente o Santos em boa situação.

Após os gols o jogo passou a ficar mais aberto e os japoneses, precisando do resultado a qualquer custo, se mandaram para o ataque. Enquanto isso o Peixe tentava correr nas costas do Kashiwa, mas não obteve êxito. Time da casa seguia assustando e, aos 30, Sawa manda na trave. A pressão era grande e mais bolas bateram na trave e passaram perto do gol de Rafael, que contou com a sorte para não sofrer mais gols.

SANTOS 3 X 1 KASHIWA REYSOL (JAP)

Estádio: Estádio Toyota, em Toyota (JAP)
Data/hora: 14/12/2011 - 8h30 (de Brasília)
Árbitro: Nicola Rizzoli (Fifa-ITA)
Auxiliares: Renato Faverani e Andrea Stefani (Fifa-ITA)
Renda/público: Não disponível
Cartões amarelos: Henrique (SAN) ; Leandro Domingues e Kurisawa(KAS)
GOLS: Neymar, 19'/1ºT (1-0); Borges, 24'/1ºT (2-0); Sakai, 54'/2ºT (2-1); Danilo, 63'/2ºT (3-1)

SANTOS: Rafael, Danilo (Bruno Aguiar, 45'/2 ºT), Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Arouca, Henrique, Elano (Alan Kardec, 14'/2º T) e Ganso; Neymar e Borges (Ibson, 35'/2º T). Técnico: Muricy Ramalho.

KASHIWA REYSOL (JAP): Sugeno, Hashimoto (Hyodo, 35'/2º T), Kondo, Masushima e Sakai; Otani, Kurisawa, Jorge Wagner, Leandro Domingues; Kudo (Kitajima, intervalo) e Tanaka (Sawa, 20'/2ºT). Técnico: Nelsinho Baptista.



domingo, 4 de dezembro de 2011

Sócrates


Um gênio, um craque, um ativista político, um rebelde.

Capitão da seleção brasileira de 1982, a melhor que eu vi em campo.

Merecia ter erguido a taça, não aconteceu, coisas do futebol.

Teve como único defeito jogar no corinthians, um time pequeno que não refletia a sua inteligência e genialidade. Ele nunca foi "maloqueiro e sofredor", merecia destino melhor.

O seu irmão Raí teve destino melhor, jogou no melhor clube do mundo, foi bicampeão da libertadores e mundial e campeão do mundo em 94.

Sócrates para quem não sabe era santista desde a infância, cresceu admirando o melhor de todos os tempos, o rei do futebol.

Mesmo sem querer, ele fez parte da minha vida e ajudou a decidir o meu destino.

Descanse em paz Doutor Sócrates Brasileiro.


Translation


A genius, a star, a political activist, a rebel.
Captain of the Brazilian team of 1982, the best I've seen in the field.
Deserved to have lifted the cup, did not happen, things football.
Only fault was to play for Corinthians, a small team that did not reflect his intelligence and ingenuity. He was never "Maloqueiro and suffering," deserved a better fate.
His brother, Rai was a better fate, played in the best club in the world, was the champion and world champion and liberators in the world 94.
Socrates was not know to whom Santos since childhood, grew up admiring the best of all time, the king of football.
Without intending to, he was part of my life and helped me decide my fate.
Rest in peace Dr. Socrates Brasileiro.